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a caderneta de luana
Vitor gostou de Luana desde que a conheceu. Havia algo de especial nela. Alguma coisa que ele nunca tinha visto em alguém.
Aquela quarta-feira seria só mais uma na vida de Vitor, não fosse por Luana.
Quando a aula terminou, a moça tomou o rapaz pelo braço, tentando levá-lo a algum lugar, dizendo que estava na hora da diversão. Embora quisesse rir do convite inusitado, Vitor interrompeu a marcha.
– Ei! Eu tenho que trabalhar. Lembra?
A garota, com ar travesso, fez um movimento com o nariz que dizia que o emprego do amigo não tinha nenhuma importância.
– Até onde eu sei, você tem certos privilégios no trabalho. Ninguém vai reclamar por você se atrasar por uma hora ou… quatro.
Até onde eu sei, Vitor tinha, mesmo, alguns privilégios. E, uma vez que depois da última declaração citada, Luana saiu correndo, o rapaz se viu compelido a acompanhá-la esbaforido.
Com a rapidez mágica do cinema, Vitor entrou num táxi onde viu Luana acenando para ele, tentou puxar assunto com o motorista, que pareceu não saber falar português, desembarcou num lugar onde parecia não haver nada, e seguiu sua amiga colina acima gritando para que ela fosse mais devagar, tendo como resposta apenas suas risadas e gritinhos de “Vamos, molenga”.
Os dois se sentaram num gramado verde, de onde podiam ver o sol se pondo no horizonte, além da cidade que eles pareciam poder enxergar por inteiro. Num momento de silêncio, Vitor deixou escapar um “Uau”.
Foi nesse instante que Luana tirou da bolsa uma caderneta com uma capa vintage, que devia ter comprado num brechó, e escreveu algo em suas páginas amarelas. Vitor achou lindo o objeto peculiar e perguntou se poderia vê-lo de perto. Luana disse “Normalmente, não deixo ninguém ler meu livro dourado, heim”, e colocou a caderneta nas mãos do amigo.
Foleando aquelas páginas com cheiro de Luana, o rapaz encontrou um monte de palavras e frases que pareciam aleatórias, escritas com diferentes caligrafias e cores, numa grande bagunça. Algumas delas eram as seguintes.
A textura do tronco do ipê na Rua Treze. Marshmallow. O vestido florido da Mari. As cores pastéis dos prédios no Carioca. Um gato. O poste que deveria ter duas lâmpadas amarelas, mas teve um treco e ficou com uma verde. Buzinas ritmadas. Formigas. O dourado inexplicável no céu naquele domingo. Pistache. Asfalto imperfeito. O cheiro daquela loja. Vitor falou “Uau”.
– Ô Lu… Que que é tudo isso?
Sem tirar os olhos do sol poente, ela sorriu e respondeu.
– Eu anoto sempre que vejo Deus se mostrar pra mim em alguma coisa.
[Photo: Joep Roosen - www.flickr.com/joeproosen]
a linda humilhação (parte final)
* Olá, leitor! Este texto é continuação de outro e não é completo sozinho. Se você ainda não fez isso, recomendo que, antes de ler esta postagem, confira o texto publicado anteriormente, chamado A Linda Humilhação (Parte um). Está logo abaixo deste texto. Depois, deixe um comentário dizendo do que você mais gostou. Um sorriso e um abraço!
O rapaz chegou à exaustão. Seus gritos eram carregados pela ventania, parecendo desaparecer antes de se fazerem ouvir. Ele empenhava cada vez mais energia contra o vento, sem, contudo, poder vencê-lo.
Finalmente, sentiu seu sangue sumir do rosto. Atingira o limite de suas forças. Percebendo que ia desmaiar, olhou com súplica para o rosto do Rei e disse a última palavra que conseguiu orar. “Pai…!”
O corpo do garoto desfaleceu e foi em direção ao chão. Mas, antes que o tocasse, alguém o sustentou.
No mesmo instante, parou de ventar. A tempestade de raios cessou. A pessoa que evitara a queda de Marcos estava, agora, carregando-o no colo.
O rapaz sentia um perfume que nunca tinha experimentado. Quando suas forças começaram a voltar, abriu os olhos para ver quem o estava ajudando e para onde o levava.
Ainda sem poder se mover, tudo o que podia observar eram as mangas que cobriam os braços do Rei. Marcos percebeu que estava cuidadosamente aninhado no colo dele. Agora, porém, era possível enxergar as vestes do Homem com imensa nitidez.
As extremidades das mangas eram dobradas para fora, revelando o forro de um tecido fino e delicado, de cor púrpura. Por cima, o manto era de um tecido grosso e macio, carmesim. Ele era coberto de magníficos bordados florais dourados. E, entre eles, também havia um título bordado: “Rei dos reis”.
Marcos levantou um pouco os olhos para ver o caminho adiante. Justamente nessa hora, o Homem parou. Eles haviam chegado.
Os olhos do rapaz se encheram de lágrimas. O Rei o carregara até a beira do topo de um monte, de onde se podia contemplar um imenso vale. Lá embaixo, uma grama alta e perfeitamente alinhada formava um pasto. Este, por sua vez, era cortado por um riacho que corria preguiçoso. As cores saltavam aos olhos como se tivessem vida própria.
Imediatamente, Marcos se lembrou do primeiro texto bíblico que seu pai o fizera decorar, quando pequeno. Os pastos verdejantes e as águas tranquilas que ele imaginava ao ler Salmos não se comparavam aos que estavam diante dele, agora.
Emocionado, o rapaz virou a cabeça tentando enxergar o rosto do Rei. Ainda era impossível, por causa do brilho que ele emanava. Mas, de alguma forma, todas as expressões dele podiam ser compreendidas.
Marcos percebeu que o Homem sorria e que fez um sinal com a cabeça. Ele chamava a atenção do rapaz para algum detalhe em seu manto.
Curioso, Marcos olhou para a região peitoral da vestimenta. Por baixo do manto carmesim, havia uma veste branca. O rapaz notou alguma coisa bordada nela, quase toda coberta pela capa de cima. Com os olhos, perguntou se era aquilo que o Rei apontava. O Homem sinalizou, com meiguice, que sim.
Num gesto íntimo, cuidadoso e puro, Marcos puxou o manto carmesim um pouco para a direita, para ver o que diziam as letras que ele cobria. E o que encontrou foi outro título do Rei, também em dourado. O bordado dizia, simplesmente, “Papai”.
Um êxtase inexplicável encheu o interior de Marcos, fazendo-o sentir-se extremamente feliz, amado e completo.
Pensamentos e palavras de gratidão e elogio começaram a encher seu interior, e ele queria apenas demonstrar ao Rei todo o seu amor.
Mas, antes que ele pudesse reagir, todo o ambiente foi tomado de uma luz crescente. Tudo clareou até que Marcos não pudesse ver mais nada. Repentinamente, toda a atmosfera mudou.
Marcos abriu os olhos. Estava sozinho, em seu quarto, deitado sobre a cama. Mas, por mais que se esforçasse, ele não lembrava de ter se deitado.
[Photo: Ibai Acevedo - www.flickr.com/miabuelanoloentiende]
a linda humilhação (parte um)
Ele não aguentava mais. Logo que chegou a sua casa, correu para o quarto, fechou a porta e se ajoelhou.
Marcos já tinha tentado de tudo. Ele realmente se esforçava para as coisas melhorarem. Todavia, não enxergava resultados.
Ajoelhado no quarto, ele chorava. Concentrado, colocava todas as suas forças naquela oração.
Ele gritava, dava socos no chão, erguia os braços, se dobrava e levantava, numa enorme batalha.
Marcos queria respostas. Gritava a Deus por elas, questionando o Seu agir. Parecia que tudo o que ele fazia era vão. Sentia que Deus não tinha visto todo o seu empenho durante os últimos anos e, pior que isso, não conseguia se livrar da sensação de que Ele não o ouvia nem mesmo naquele momento de imenso quebrantamento e desespero.
Depois de esgotar suas perguntas e murmurações, dando continuidade àquele mesmo choro, começou a pedir perdão por não saber como orar e por qualquer outra coisa que estivesse fazendo de errado.
Não era possível perceber qualquer sinal do favor de Deus. Marcos ainda se sentia abandonado e vazio. Mas decidiu crer.
Nesse momento, ele começou a louvar. Ainda ajoelhado, já fraco e sem saber muito bem por que cantar, levantou a voz sufocada pelo choro e deixou que ela formasse uma melodia sincera e humilde. Ele cantava uma música que tinha aprendido com sua mãe, que dizia que o amor de Deus nunca muda e que nada pode nos separar dele.
Foi então que Marcos foi surpreendido por uma visão. Uma luz, forte o bastante para fazê-lo perder a noção de onde estava, era tudo o que conseguia ver. Um vento fortíssimo vinha contra ele, quase o lançando ao chão.
Conforme seus olhos se acostumavam à luz, ele foi conseguindo enxergar o que estava acontecendo.
Marcos se via em pé, diante de um homem resplandecente, mais alto e mais forte que ele. Era difícil ver o rosto daquela pessoa, mas o rapaz tinha certeza de que a conhecia.
Se esforçando para manter os olhos abertos em meio a tamanha claridade, Marcos podia ver que o homem usava uma coroa e um manto, que parecia ser um traje real. Era uma veste longa, aparentemente violeta e carmesim. Por baixo dela, outras peças que o Homem vestia, e que Marcos não poderia descrever, eram brancas e douradas.
Daquela figura humana majestosa, saíam raios para todos os lados, com as mesmas cores de seu manto. Era difícil dizer se toda aquela energia saía das vestes ou se da pele do homem; mesmo porque ele, a luz, e as suas vestes pareciam ser uma coisa só, em constante movimento. Tudo o que Marcos podia ver se misturava, como densas porções de fumaça colorida dançando.
Era bem diante do rapaz que o homem estava. Em pé e parado. Por mais que o rosto dele fosse indecifrável como o Sol, Marcos sabia que o homem o fitava diretamente nos olhos.
De repente, percebeu que não era só luz que emergia do Rei. O vento que investia contra ele sem misericórdia também tinha suas fontes no homem. Marcos tentava correr os cinco passos que o separavam dele, mas não conseguia sair do lugar. Usava todas as suas forças, mas a ventania não permitia que ele avançasse nem um centímetro.
O homem assistia ao sacrifício do rapaz sem se mover ou demonstrar qualquer emoção. Essa imparcialidade deixava o jovem cada vez mais perplexo ao imaginar que, talvez, o próprio Deus estivesse impedindo a sua aproximação.
A confusão na mente de Marcos aumentava. Agora, sua luta física e psicológica era ainda mais intensa do que fora em seu quarto. Isso era totalmente diferente do que ele imaginou que aconteceria ao se encontrar com o Rei.
Era difícil, para o jovem, entender o que sentia. Não sabia o que pensar. Estranhamente, apesar do aparente descaso do Rei, Marcos se sentia profundamente amado, pela primeira vez em muito tempo.
a grande luz dourada
Filipe estava sentado à mesa do refeitório.
Fazia tempo que tinha terminado de almoçar. Mas não queria se levantar. Não queria se mover. Ficaria horas ali, meditando em Deus.
Embora houvesse muita gente comendo e conversando naquele lugar, os fones de ouvido o ajudavam a se desligar de tudo, e a sentir-se a sós com o Espírito Santo.
Ele olhou para o lado esquerdo. Perto dele, no final da sala, havia uma grande janela aberta. Tudo o que se via através dela era a vasta folhagem de uma árvore. Entrando por ela, fachos de luz do sol deitavam sobre o chão suavemente. Iluminavam a dança da poeira que viera das flores do lado de fora; contornavam a rebuscada perna da mesa que ficava de frente para a janela.
Filipe viu Deus naquela cena. Algo tão bonito não teria vindo de outra pessoa.
Era um dia nublado. O rapaz não podia ver, mas, enquanto ele observava aquela revelação de Deus, do lado de fora, o céu estava mudando.
O dia se arrastava sob o peso de nuvens escuras. Até que, sem aviso e sem vento, elas começaram a se revolver, abrindo espaço para o sol.
O fenômeno não passou despercebido para ninguém que estava na rua. Os carros diminuíam a velocidade, os caminhantes paravam de caminhar. Todos os olhos, de todas as idades, se voltavam para o alto.
A abertura das nuvens não revelava o céu que todos conheciam. A escuridão se afastava para dar caminho a uma luz dourada que enchia os corações de todos e derretia suas almas.
Dentro do refeitório, Filipe viu que a incidência do Sol sobre o chão aumentou. Isso lhe deu a sensação de que Deus o estava ouvindo cantar e que, agora, sorria para ele.
Uma lágrima de amor correu pelo rosto do garoto, em sincronia com o último acorde da canção que ele ouvia.
Filipe suspirou em agradecimento a Deus.
Nesse momento, uma rajada de vento o tocou; só a ele, e secou imediatamente a lágrima que acabara de se derramar. Subitamente, o rapaz sentiu-se leve, com a impressão de que podia flutuar. O vento que viera sobre seu rosto, agora, ventava sobre todo o seu corpo, cada vez mais forte.
Aquela sensação totalmente nova deixou o rapaz atônito. Rapidamente, ele olhou em volta para se certificar da realidade.
Ao redor dele, tudo estava paralisado. Ninguém piscava. Ninguém respirava.
Havia silêncio absoluto. Até o celular de Filipe tinha parado de tocar música. A atenção dele, então, foi tomada pelo primeiro som que entrou pela janela. Duas notas; uma curta, seguida de uma longa. Parecia um instrumento de sopro. Agudo, mas aveludado, encorpado e, na definição que Filipe daria, celestial.
Aquele som fez o garoto perder a noção do que conhecia como mundo real. A mesa diante dele, as cadeiras e pessoas à sua volta, a roupa que vestia, o ambiente onde se encontrava; tudo parecia falso, abstrato, pobre, fútil. Tudo parecia mentira, menos o som musical, que soava como se pronunciasse o nome de Filipe.
Uma alegria inexplicável tomou conta do rapaz, que passou os olhos sobre si mesmo tentando entender o que estava acontecendo. Foi quando percebeu que algo estava suspendendo o seu corpo.
Totalmente rendido, entre o teto e o chão, Filipe sentia que não precisava mais respirar. Era como se o ar o traspassasse por completo, sendo, com ele, uma coisa só.
Mais e mais instrumentos de sopro começavam a soar; uns mais graves, outros mais agudos que o primeiro, formando uma harmonia que elevava o espírito do garoto como nenhuma experiência anterior.
Com o vento, Filipe foi conduzido para fora daquele lugar. Passando pela janela, começou a subir cada vez mais, como se tivesse sido soprado de um dente-de-leão, em direção ao céu.
Quando ele viu a luz dourada que brilhava no meio das nuvens, algo aconteceu no centro de seu ventre. Surgiu uma onda de frio e calor que, rapidamente, se espalhou por todo o seu interior. Em um segundo, ela se expandiu até não caber mais naquele corpo, e irrompeu para fora, se manifestando como uma onda de luz, vento e eletricidade sobre toda a pele de Filipe. Enquanto transformava a natureza corpórea que tocava, aquela força gerou um clarão que obrigou o rapaz a fechar os olhos.
Filipe piscou.
No refeitório, todas as pessoas que ele vira paralisadas, piscaram, também. A gente que estava na rua, olhando para o céu, toda ela, piscou.
Ninguém viu Filipe sumir. Ninguém notou de imediato que, como ele, milhões de pessoas haviam sumido.
Toda a experiência do rapaz durou menos de um segundo. Num abrir e fechar de olhos, todos encontraram o céu fechado e escuro como antes, sem que ninguém pudesse explicar.
Em outro lugar, Filipe sentia que não flutuava mais. Estava em pé.
Ainda de olhos fechados, escutava apenas um som, que não sabia se era de uma tempestade, ou se era deu um riacho. Um perfume de vinho e de frutas enchia o ambiente, que, embora parecesse se mover constantemente, era pleno de paz.
Filipe decidiu abrir os olhos. Diante dele, o Eterno.
Seus olhos, parecendo dois oceanos abundantes de cardumes de toda espécie, cortados constantemente por raios, penetravam o mais profundo do interior do rapaz. Suas vestes pareciam uma nebulosa se estendendo para todos os lados; davam a sensação de que fariam brotar flores, árvores e rios em todo o solo que tocassem. Sua pele parecia ser percorrida por relâmpagos ou atravessada por focos de luz vindos de Seu coração, cujas batidas eram o motivo de todo o ambiente se movimentar, como um organismo cheio de alegria e benignidade.
Para Filipe, a palavra “felicidade” perdeu todo o sentido diante do sublime êxtase que o invadia naquele momento. A plenitude que o preenchia era superior ao que saberia descrever.
Percebendo que o Rei esperava que ele se pronunciasse, Filipe buscou a palavra que melhor expressasse o que estava sentindo. Quando abriu a boca, para sua surpresa, sua pequena voz foi acompanhada pelo som de cordas, metais, percussão, ondas quebrando violentamente, pássaros cantando, e folhas se debatendo ao vento. Todo esse ruído, harmonioso e perfeito, era a voz do Rei. A exata palavra que Filipe escolheu, o Eterno pronunciou com ele.
Olhando nos olhos um do outro, o rapaz e seu Criador disseram a mesma frase.
– Finalmente…!
[Photo: Andrew Morrel - www.flickr.com/andrewmorrell]
rendição
O garoto já não suportava o peso. Um dia a mais tentando conquistar o amor de Deus seria um pesadelo.
Ele nunca quis isso. Sabia que não era o caminho. Mas ainda não conseguia depender de Seu favor imerecido. Até aquele dia.
De uma vez por todas, ele tirou os olhos de suas próprias mãos. Fez uma oração simples e sincera. Não esperava que ela o tornasse digno de nada. Apenas queria Deus. A terrível humilhação de receber de graça tudo o que não merecia era o que ele pedia.
– Eu não posso sozinho. E eu não mereço nada. Mas eu creio em Ti. Creio no Teu amor. Eu me rendo. Salve-me.
O garoto descansou nas mãos do Rei do Universo. E Ele o surpreendeu.
Durante todo o tempo em que o garoto se debatia para alcançar algo com suas forças, nada aconteceu. Ele transformava sua falta de mérito numa barreira para Deus. Mas a graça queria transformar essa lacuna numa estrada: uma via para o amor.
Curioso como não merecer foi a chave para ganhar. Simplesmente, deixar Deus ser Deus, e se aquietar. Ele aceitou não convencer, não conquistar, não ter mérito algum e não poder coisa alguma. Ser totalmente carente de um amor que o salvasse de sua miséria.
Então, Deus veio. Infalível, Ele falou.
– A salvação não é para os salvos. EU vim para os enfermos. Como posso te salvar se você não reconhecer que está perdido? Você não pode e não merece. Mas o Salvador SOU EU. E EU te amo.
Nada poderia ser melhor do que ficar assombrado diante de um amor tão imenso. Não havia o que pudesse ser melhor do que ser arruinado e, nesse ponto, ser amado como nunca.
Ou, antes… Amado como sempre.
[Photo: Andrew - www.flickr.com/cubagallery]




