Archive for setembro, 2011

uma nova mente

Esta semana, meu pai e eu estamos ministrando em Portugal. Hoje, o apóstolo Jesher Cardoso deu início ao III Imersão Total em Portugal e, em seguida, passou a palavra a meu pai.

O que ouvi dos dois foi tão interessante, que me fez querer inaugurar uma nova categoria aqui no blog, que é o que estou fazendo com este texto.

Havia cerca de cinco jovens participando da reunião desta manhã. A pregação não foi para nós. Foi para pastores e líderes. Então, a maioria dos presentes estava acima dos 35 anos de idade.

No meio das diretrizes aos líderes, o ap. Jesher destacou a importância de se investir nos jovens. Isso é tremendo, porque revela que as coisas que têm sido ditas a nosso respeito não são tentativas de nos animar, por parte dos homens de Deus, quando estão diante de nós. Até entre eles, sem nossa presença, os generais da Igreja têm falado dos jovens!

Quando meu pai trouxe uma pequena mensagem, mais tarde, disse que a conquista do que Deus tem para nós depende do nosso posicionamento. Diante dos gigantes em Canaã, os que eram da geração de Moisés se viam como gafanhotos. Mas os da geração de Josué e Calebe creram na Palavra de Deus e possuíram a terra.

Não sei se meu pai se deu conta, porque ele não estava falando sobre os jovens quando tratava desse assunto; mas o que ele disse veio ao encontro de algo que o apóstolo Jesher explicou. Ambos trataram de mentalidade.

“Deus quer trabalhar com os jovens porque Ele quer trabalhar com uma mentalidade nova”.

Foi essa a frase do ap. Jesher que deu início a este assunto e que se encaixa perfeitamente ao que meu pai disse.

Essa frase me leva a pensar em pelo menos duas coisas. Em primeiro lugar, que a gente não é grande coisa. Às vezes, por ser parte de uma geração com um chamado especial, a gente tende a pensar “Somos demais, mesmo. Ninguém é como a gente”. Mas, biblicamente, todos somos indignos de sermos chamados. Apenas pelo sangue de Jesus é que somos feitos dignos. Mas igualmente dignos. Então, Deus não está nos chamando porque sejamos “os caras”. Ele só precisa de um povo com uma mentalidade diferente.

Em segundo lugar, comecei a pensar em como precisamos evitar reproduzir as visões ultrapassadas das gerações mais velhas. E aqui é preciso muita atenção.

Não estou dizendo que nossos pais têm uma mentalidade ultrapassada. Não estou desonrando nossos líderes e dizendo que temos que romper laços com eles, que eles são empecilhos em nossos caminhos, que somos melhores que eles, ou qualquer coisa do tipo.

O que estou dizendo é que, como a gente já tem ouvido bastante, se queremos ser Eliseu, temos que aprender com Elias, temos que servi-lo e honrá-lo até o fim. Mas, se queremos ser Josué, também precisamos evitar os erros de Moisés.

Esse segundo ponto pode nos levar a uma discussão bem ampla e profunda. E acho que já escrevi o bastante para inaugurar a categoria Jovens. Portanto, falamos mais sobre o assunto em outro texto.

Deus abençoe a todos!

[Photo: David Grau - www.flickr.com/davidgrau]

23/09/2011 at 14:52 4 comentários

o mal oculto

Visto que o orgulho espiritual, por sua própria natureza, é secreto, ele não pode ser bem discernido pela intuição imediata. O orgulho espiritual é melhor identificado por seus frutos e efeitos, alguns dos quais mencionarei em paralelo aos frutos contrários da humildade cristã.

A pessoa espiritualmente orgulhosa se considera cheia de entendimento e sente que não precisa de qualquer instrução; por isso, ela se mostra pronta a rejeitar o ensino que outros lhe oferecem. Por outro lado, o crente humilde é semelhante a uma criança que facilmente recebe instrução; é cauteloso em sua avaliação de si mesmo e sensível a respeito de como está sujeito a tropeçar.

Pessoas orgulhosas tendem a falar sobre os pecados dos outros, ou seja, sobre a miserável ilusão dos hipócritas, sobre a indiferença de alguns crentes que sentem amargura ou sobre a oposição que muitos crentes demonstram para com a santidade. A verdadeira humildade cristã fica em silêncio no que se refere aos pecados dos outros ou fala sobre eles com tristeza e piedade.

A pessoa espiritualmente orgulhosa encontra, nos outros crentes, o erro de falta de progresso na vida cristã, enquanto o crente humilde vê muitos erros em seu próprio coração e se preocupa tanto com isso, que não se inclina a ocupar-se demais com o coração dos outros. Ele lamenta muito por si mesmo e por sua frieza espiritual, esperando prontamente que a maioria das pessoas tenha mais amor e gratidão a Deus do que ele mesmo.

A pessoa espiritualmente orgulhosa fala sobre quase tudo que percebe nos outros, fazendo-o com grosseria e com uma linguagem bastante severa. Em geral, a crítica de tais pessoas se dirige não apenas contra a impiedade dos incrédulos, mas também contra os verdadeiros filhos de Deus e contra aqueles que são seus superiores. Os crentes humildes, por sua vez, mesmo quando fazem extraordinárias descobertas da glória de Deus, sentem-se esmagados por sua própria indignidade e impureza. As exortações deles para os outros crentes são ministradas de maneira amável e humilde, e tratam os outros com tanta humildade e gentileza quanto o Senhor Jesus, que é infinitamente superior a eles, os trata.

As pessoas orgulhosas levam em conta as oposições e injúrias, estando dispostas a falar sobre elas em tom de amargura e murmuração. A humildade cristã, por outro lado, dispõe a pessoa a ser mais semelhante ao seu bendito Senhor que, ao ser maltratado, não abriu a sua boca, mas entregou-se silenciosamente Àquele que julga retamente.

Outro padrão das pessoas espiritualmente orgulhosas é comportarem-se de maneira que levem os outros a fazerem delas seu alvo. É natural para uma pessoa que está sob a influência do orgulho aceitar toda a reverência que lhe tributam. Se os outros mostram disposição para submeterem-se a ela e sujeitarem-se em deferência a ela, a pessoa espiritualmente orgulhosa está aberta para esta sujeição, aceitando-a espontaneamente. Na verdade, aqueles que são espiritualmente orgulhosos esperam esse tipo de tratamento, formando uma opinião pervertida sobre aqueles que não lhes oferecem aquilo que eles sentem que merecem.

Trechos adaptados de Some Thoughts concerning the Present Revival of Religion in New England, de Jonathan Edwards (1703-1758).

[Fonte: www.editorafiel.com.br. Photo: Lovro67 - www.flickr.com/30978323@N02]

01/09/2011 at 13:09 4 comentários


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