SÓ PASSEI PRA DIZER…
Senhor Deus…
No meio de toda a correria; no meio de toda a minha pressa… No meio de toda a angústia que quer conquistar meu coração; no meio da preocupação…
No meio das coisas que ainda tenho que mudar; daquelas de que me arrependo… No meio das oportunidades que perdi e do que não volta mais…
No meio de todas as possibilidades, incertezas, das loucura do sistema, do mundo, e do cotidiano… No meio das minhas fraquezas, de tudo que já não suporto, e dos meus medos…
Sempre, no meio de tudo isso, eu ainda posso te dizer:
Obrigado, Pai.
O Senhor sempre sabe como arrebatar minha atenção. Sabe me silenciar. Sabe estabelecer a paz como ninguém. Sabe como conquistar meu coração.
[Photo: Chris Dève - http://www.flickr.com/chrisdeve]
DOIS ANOS
Quando o BlogDoMitch completou um ano, escrevi um poema dedicado a Deus. Agradeci por Ele ter me inspirado e me dado, graciosamente, tantas palavras.
De verdade, eu me surpreendo ao ver a Palavra de Deus fluir de mim. Tanto aqui, quando leio meus textos, como quando prego. Não é nada narcisista. Pelo contrário. Ver que Deus possa me usar me deixa perplexo em humildade.
Sempre que me pergunto como isso é possível, encontro duas respostas. A primeira é a graça de Deus. A segunda é a paternidade que eu tive. Por isso, é em honra ao meu pai que escrevo este texto que comemora o segundo aniversário do blog.
Meu pai, Dawidh, me ensinou na Palavra desde que eu era criança. Acho que fui conduzido à minha primeira oração por salvação logo que aprendi a falar!
Foi meu pai que me ensinou a priorizar o Reino, o Ministério e, acima de tudo, a Pessoa de Deus. Foi ele quem mais me incentivou a amar a Bíblia, a Casa de Deus, e os Altares dele.
Todos os princípios que meu pai me transmitiu foram baseados nas Escrituras. Eu cresci escutando ele pregar e, nunca, nem uma vez o vi proferindo alguma heresia, qualquer coisa inventada por ele ou com intenções escusas. Somente pura Palavra de Deus.
Sempre tenho que reconhecer que existe mais de Jesus em mim do que eu poderia esperar porque meu pai me encheu do Verbo de Deus durante toda a minha vida. Ele me apresentou bases firmes, ele me ensinou no Caminho em que eu devo andar. Não sou cheio da Palavra simplesmente porque me dedico a ela, mas porque herdei de um homem que a ama, de um pai que sonha que eu seja mais cheio de Jesus do que ele mesmo é.
Meu pai nunca me constrangeu a um ensinamento religioso. Para ele, todo esse processo foi muito natural, porque ele vive o que prega. Não foi nem é algo mecânico ou obrigatório. É simplesmente o transbordar despretensioso – mas poderoso – de seu coração apaixonado por Deus, por sua Palavra, e por mim. Sou muito grato e privilegiado, porque meu pai não apenas me ensinou com palavras, mas tem sido um modelo.
Meu pai é um homem da Bíblia e um exemplo de que as palavras de Deus são poder e vida. Conforme os anos passam, ele só se torna mais parecido com o cristão que as Escrituras descrevem e com o Deus que a inspirou. É por isso e muito mais que eu o honro em meu coração, em minhas orações e neste texto, ao ver que, por causa dele, a maravilhosa Palavra de Deus, ao contrário do que eu poderia imaginar e merecer, habita em mim.
Obrigado, Papai. Te amo!
[Photo: John & Fish - http://www.flickr.com/johnfish]
UMA LISTA NADA COMUM
Em Filipenses 2.2-4, nós encontramos um enorme desafio. O Senhor nos aconselha a desenvolvermos uma série de características que não são exatamente comuns a pecadores.
De acordo com a versão Revista e Atualizada da Bíblia, vamos observar uma lista dessas características a seguir.
Deus deseja que você e eu pensemos a mesma coisa; tenhamos o mesmo amor; sejamos unidos de alma; tenhamos o mesmo sentimento; não façamos nada por partidarismo ou vanglória; façamos tudo por humildade; consideremos os outros superiores a nós mesmos; e não nos voltemos para aquilo que é somente nosso, mas para o que é dos outros.
Se lermos essas instruções sem prestar bastante atenção, tudo poderá soar muito bonito e poético. Mas você já parou para pensar no que é que Deus está pedindo de você e de mim?
Vamos trazer à mente o que as “pessoas normais”, digamos assim, diriam sobre essa lista.
Em primeiro lugar, pensar a mesma coisa. Qualquer “pessoa normal” nem gastaria o seu tempo para ler os próximos itens depois de dar de cara com esse. A maioria das pessoas vai dizer que é impossível você e eu pensarmos a mesma coisa, não é?
Depois vem o tal ter o mesmo sentimento. O “cidadão de todo dia” que chegasse a esse ponto da lista superando as nossas expectativas provavelmente desistiria nesse ponto. “Sentimento a gente não escolhe”, ele diria.
Se você parar e pensar, sem fingir espiritualidade, não vai concordar que esses pedidos do Senhor parecem um tanto inatingíveis? Imagino que sim. Mas a gente não precisa se preocupar com isso agora, porque vamos descobrir que, mais à frente, a Bíblia nos mostra claramente como alcançar esse tipo de disposição cristã.
Acredito que podemos refletir bastante sobre esse trecho da Palavra. Por isso, esta postagem abre mais uma categoria no blog, chamada Filipenses 2. Então logo mais a gente se fala sobre isso!
Deus abençoe você!
[Photo: Jean-Michel Volat - http://www.flickr.com/jmvnoos]
UMA NOVA MENTE
Esta semana, meu pai e eu estamos ministrando em Portugal. Hoje, o apóstolo Jesher Cardoso deu início ao III Imersão Total em Portugal e, em seguida, passou a palavra a meu pai.
O que ouvi dos dois foi tão interessante, que me fez querer inaugurar uma nova categoria aqui no blog, que é o que estou fazendo com este texto.
Havia cerca de cinco jovens participando da reunião desta manhã. A pregação não foi para nós. Foi para pastores e líderes. Então, a maioria dos presentes estava acima dos 35 anos de idade.
No meio das diretrizes aos líderes, o ap. Jesher destacou a importância de se investir nos jovens. Isso é tremendo, porque revela que as coisas que têm sido ditas a nosso respeito não são tentativas de nos animar, por parte dos homens de Deus, quando estão diante de nós. Até entre eles, sem nossa presença, os generais da Igreja têm falado dos jovens!
Quando meu pai trouxe uma pequena mensagem, mais tarde, disse que a conquista do que Deus tem para nós depende do nosso posicionamento. Diante dos gigantes em Canaã, os que eram da geração de Moisés se viam como gafanhotos. Mas os da geração de Josué e Calebe creram na Palavra de Deus e possuíram a terra.
Não sei se meu pai se deu conta, porque ele não estava falando sobre os jovens quando tratava desse assunto; mas o que ele disse veio ao encontro de algo que o apóstolo Jesher explicou. Ambos trataram de mentalidade.
“Deus quer trabalhar com os jovens porque Ele quer trabalhar com uma mentalidade nova”.
Foi essa a frase do ap. Jesher que deu início a este assunto e que se encaixa perfeitamente ao que meu pai disse.
Essa frase me leva a pensar em pelo menos duas coisas. Em primeiro lugar, que a gente não é grande coisa. Às vezes, por ser parte de uma geração com um chamado especial, a gente tende a pensar “Somos demais, mesmo. Ninguém é como a gente”. Mas, biblicamente, todos somos indignos de sermos chamados. Apenas pelo sangue de Jesus é que somos feitos dignos. Mas igualmente dignos. Então, Deus não está nos chamando porque sejamos “os caras”. Ele só precisa de um povo com uma mentalidade diferente.
Em segundo lugar, comecei a pensar em como precisamos evitar reproduzir as visões ultrapassadas das gerações mais velhas. E aqui é preciso muita atenção.
Não estou dizendo que nossos pais têm uma mentalidade ultrapassada. Não estou desonrando nossos líderes e dizendo que temos que romper laços com eles, que eles são empecilhos em nossos caminhos, que somos melhores que eles, ou qualquer coisa do tipo.
O que estou dizendo é que, como a gente já tem ouvido bastante, se queremos ser Eliseu, temos que aprender com Elias, temos que servi-lo e honrá-lo até o fim. Mas, se queremos ser Josué, também precisamos evitar os erros de Moisés.
Esse segundo ponto pode nos levar a uma discussão bem ampla e profunda. E acho que já escrevi o bastante para inaugurar a categoria Jovens. Portanto, falamos mais sobre o assunto em outro texto.
Deus abençoe a todos!
[Photo: David Grau - www.flickr.com/davidgrau]
O MAL OCULTO
Visto que o orgulho espiritual, por sua própria natureza, é secreto, ele não pode ser bem discernido pela intuição imediata. O orgulho espiritual é melhor identificado por seus frutos e efeitos, alguns dos quais mencionarei em paralelo aos frutos contrários da humildade cristã.
A pessoa espiritualmente orgulhosa se considera cheia de entendimento e sente que não precisa de qualquer instrução; por isso, ela se mostra pronta a rejeitar o ensino que outros lhe oferecem. Por outro lado, o crente humilde é semelhante a uma criança que facilmente recebe instrução; é cauteloso em sua avaliação de si mesmo e sensível a respeito de como está sujeito a tropeçar.
Pessoas orgulhosas tendem a falar sobre os pecados dos outros, ou seja, sobre a miserável ilusão dos hipócritas, sobre a indiferença de alguns crentes que sentem amargura ou sobre a oposição que muitos crentes demonstram para com a santidade. A verdadeira humildade cristã fica em silêncio no que se refere aos pecados dos outros ou fala sobre eles com tristeza e piedade.
A pessoa espiritualmente orgulhosa encontra, nos outros crentes, o erro de falta de progresso na vida cristã, enquanto o crente humilde vê muitos erros em seu próprio coração e se preocupa tanto com isso, que não se inclina a ocupar-se demais com o coração dos outros. Ele lamenta muito por si mesmo e por sua frieza espiritual, esperando prontamente que a maioria das pessoas tenham mais amor e gratidão a Deus do que ele mesmo.
A pessoa espiritualmente orgulhosa fala sobre quase tudo que percebe nos outros, fazendo-o com grosseria e com uma linguagem bastante severa. Em geral, a crítica de tais pessoas se dirige não apenas contra a impiedade dos incrédulos, mas também contra os verdadeiros filhos de Deus e contra aqueles que são seus superiores. Os crentes humildes, por sua vez, mesmo quando fazem extraordinárias descobertas da glória de Deus, sentem-se esmagados por sua própria indignidade e impureza. As exortações deles para os outros crentes são ministradas de maneira amável e humilde, e tratam os outros com tanta humildade e gentileza quanto o Senhor Jesus, que é infinitamente superior a eles, os trata.
As pessoas orgulhosas levam em conta as oposições e injúrias, estando dispostas a falar sobre elas em tom de amargura e murmuração. A humildade cristã, por outro lado, dispõe a pessoa a ser mais semelhante ao seu bendito Senhor, que, ao ser maltratado, não abriu a sua boca, mas entregou-se silenciosamente Àquele que julga retamente.
Outro padrão das pessoas espiritualmente orgulhosas é comportarem-se de maneira que levem os outros a fazerem delas seu alvo. É natural para uma pessoa que está sob a influência do orgulho aceitar toda a reverência que lhe tributam. Se os outros mostram disposição para submeterem-se a ela e sujeitarem-se em deferência a ela, a pessoa espiritualmente orgulhosa está aberta para esta sujeição, aceitando-a espontaneamente. Na verdade, aqueles que são espiritualmente orgulhosos esperam esse tipo de tratamento, formando uma opinião pervertida sobre aqueles que não lhe oferecem aquilo que eles sentem que merecem.
Trechos adaptados de Some Thoughts concerning the Present Revival of Religion in New England, de Jonathan Edwards (1703-1758).
[Fonte: www.editorafiel.com.br. Photo: Lovro67 - www.flickr.com/30978323@N02]




